O Parque Estadual do Rio da Onça foi criado pelo Decreto Estadual n.º 3825 de 04 de junho de 1981, com uma área total de 118,50 ha, objetivando proteger a flora e a fauna. Preserva caxetas, brejos graminosos e restingas cobertas por guanandis, maçarandubas, palmitos e tiriricas e é habitado por diversas espécies de aves. O “Parque está localizado nas coordenadas geográficas de Latitude: 25º47’20” S e Longitude: 48°31’36” W a aproximadamente 110 quilômetros de Curitiba, capital do Paraná, ao norte da sede do município de Matinhos e o acesso é feito pela PR 412 no Balneário Riviera II em Matinhos (PARANÁ, 2015). Ele esta inserido Insere-se em região de planície litorânea no Paraná confrontando-se com os limites de áreas de expansão urbana da cidade de Matinhos e balneários adjacentes. Ao sul estabelece ligação com o bairro Rio da Onça, ao sudeste e leste, com os bairros Praia Grande e Riviera e, ao norte, encontra-se com a área rural municipal. A UC está a 300m da rodovia PR-412 e a 600m da faixa de praia (PARANÁ, 2015). A região do Parque é caracterizada pela ocorrência do clima Temperado do tipo super úmido sem estação seca, conta com uma precipitação média anual de 2.000 a 2.500 mm (PARANÁ, 2015 p. 30). A planície litorânea é constituída por solo arenoso com a presença de cordões e inter-cordões marinhos formados a centenas de anos pelo movimento de regressão marinha. A vegetação que se insere nessas áreas é denominada geologicamente por restinga e ecologicamente por Formações Pioneiras de Influência Marinha que são áreas de transição natural dentro da Formação da Floresta Ombrófila Densa. A flora é composta por diversas espécies que sobressaem no interior do parque como canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato. A fauna no local também é bastante diversificada, algumas pesquisas de campo registraram a existência de mais de 25 espécies de répteis e 19 anfíbios. Conforme citado no Plano Diretor, Isfer em 1999 registrou 180 espécies de aves, incluídas em 54 famílias, para os ambientes do Parque (PARANÁ, 2015). Essa ornitofauna é em grande parte florestal, típica da Floresta Ombrófila Densa, mas também há registro de espécies marinhas, a saber: tesourão (Fregata magnificens), atobá-pardo (Sula leucogaster) e gaivotão (Larus dominicanus). Também ocorrem na área várias espécies de hábitos aquáticos, como a pé-vermelho (Amazonetta brasiliensis), biguá (Phalacrocorax brasilianus), socó-boi (Tigrisoma lineatum), socozinho (Butorides striata), garça-moura (Ardea cocoi), garça-branca-grande (Ardea alba), garça-branca-pequena (Egretta thula) e martim-pescador-grande (Megaceryle torquata). Algumas aves de brejos também estão presentes, como a sanã-carijó (Porzana albicollis), saracura-sanã (Pardirallus nigricans) e frango-d'água-azul (Porphyrio martinica), assim como também aves comuns de áreas abertas, como a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) e joão-de-barro (Furnarius rufus). Espécies listadas como representativas de ambas as áreas de endemismo e registradas na Unidade de Conservação são o papa-formiga-de-grota (Myrmeciza squamosa), choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), saíra-sapucaia (Tangara peruviana) e cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris). Dentre as espécies registradas, quatro são ameaçadas de extinção, todas na categoria “vulnerável”, a saber: araponga (Procnias nudicollis), maria-da-restinga (Phylloscartes kronei), saíra-sapucaia (Tangara peruviana) e cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris). Todas são consideradas ameaçadas pela lista mundial, enquanto que a maria-da-restinga e a cigarra-verdadeira o são apenas pela lista nacional e do Estado do Paraná (PARANÁ, 2015).
O Parque Estadual foi criado pelo Decreto Estadual n.º 3825 de 04 de junho de 1981 e por meio do Decreto 3741 de 23 de janeiro de 2012, passou a denominar-se Parque Estadual do Rio da Onça antes chamado Parque Florestal do Rio da Onça, atendendo ao previsto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (PARANÁ, 2015). O nome Rio da Onça se deve ao córrego que passa no interior do parque, o qual deságua no Rio Matinhos. Outro motivo para o nome, seria a existência da onça-parda (Puma concolor), também conhecida como puma, na região do Parque antigamente. Atualmente este animal dificilmente é visto na região (UFPR, 2015). Mesmo sendo criado para proteger uma porção da vegetação da planície litorânea, o Parque foi usado de 1968 até meados da década de 1990 como lixão. O lixo do município de Matinhos era depositado em algumas parcelas do Parque, esse lixo ainda encontra-se depositado no interior da unidade de conservação. Outro problema encontrado no Parque, parcialmente resolvido, foi a utilização de parte de sua área para o plantio de Pinus. Essa espécie exótica já foi retirada do Parque, sendo necessário apenas o controle para que se evite que as árvores novas voltem a crescer. Embora muitos moradores do entorno do Parque desconheçam a importância do que é encontrado no seu interior, essa unidade de conservação deve ser respeitada e preservada. A comunidade vizinha ao parque é fundamental para que o processo de conservação do Parque Estadual do Rio da Onça aconteça de maneira mais participativa (UFPR, 2015).
A Unidade de Conservação possui estruturas de apoio à visitação, tais como Centro de Visitantes (com sanitários, área administrativa e cozinha), almoxarifado, estacionamento (externo), sistema de trilhas sinalizadas e casas de apoio administrativo e para pesquisadores (PARANÁ, 2015). Para conhecer o parque de 118 hectares, o visitante pode percorrer cinco trilhas, num circuito de 1,5 km, sem voltar pelos mesmos lugares. Todas as trilhas são bem demarcadas, acessíveis e planas, fazendo do parque um local apropriado para qualquer perfil de visitante. Logo em frente ao Centro do Visitante começa a Trilha Grande, com pontes suspensas que facilitam a travessia de trechos alagados, uma das principais características do parque. Quase na metade do caminho, o visitante chega ao Mirante das Bromélias, ponto de descanso e observação deste tipo de planta nativa e muito comum no parque. Nele, o olhar do visitante fica perto da copa das árvores, onde as bromélias estão alojadas. O PE Rio da Onça funciona de terça-feira a domingo e feriados, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h (PARANÁ, 2018).